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segunda-feira, dezembro 06, 2010

Fragmentos de vida #1

“- 15de Março de 2010 – 09:32 PM

Eu tinha acabado de chegar a minha casa. Não havia muito que fazer, meus pais estavam fora, meu irmão mais velho chegaria logo da escola, o mais novinho estava no colégio. Eu fui até meu quarto e joguei a mochila em cima da cama. Tirei o uniforme, tomei banho, pus uma roupa folgada, aquelas de ficar em casa. Saí para o corredor. Lá estava meu irmão, com ar de cansado, indo para seu quarto. Cumprimentamos-nos rapidamente, ele entrou, eu fui para a sala. Esperaria por ele para almoçarmos juntos, embora eu já estivesse com fome. Sentei-me no sofá da sala de estar, e, então, eu vi o armário de vinhos do meu pai. Era um armário grande, no alto, na parede esquerda da sala, logo ao lado da parede onde ficava a televisão. Reparei que havia quase vinte garrafas de vinho lá. Por que meus pais nunca bebiam tudo aquilo? Ele vivia ganhando todo ano, perto do Natal, uma garrafa daquelas. Levantei-me e fui até lá. Analisei algumas, tomando o maior cuidado do mundo, e percebi que um dos vinhos era italiano; outro era da Argentina. Havia ainda um de Portugal. Todos eles tinham escrito “Vinho fino” na pequena embalagem que os cercava. Eu nunca bebera vinho na vida, e nunca bebi até hoje, acho. Ah, não, minto. Bebi na festa de Réveillon do ano passado, mas era um vinho que mais se parecia com soda, agora não me recordo o nome. Talvez algum dia eu venha a beber um vinho tinto, acho que esse é o nome para aqueles vinhos vermelhos, ou escuros, como preferir, que minha avó por parte de mãe tanto gosta. É, talvez eu devesse visitá-la alguns dias com todas aquelas garrafas e lhe presenteasse; ela ficaria bastante contente, e teríamos menos coisas inúteis na casa. Mas acho que isso não seria tão legal, afinal, se nós temos um Armário para Vinhos (não é uma adega, mas mesmo um armário para se guardar vinhos), acho melhor termos vinho para guardar nele. Acho que essa foi mesmo o melhor pensamento que tive no dia de hoje, não quero escrever mais nada aqui. Ocuparia muitas linhas com coisas inúteis que vivencio.”


Achei esse fragmento de vida enquanto revirava todos os montes de papéis no meu quarto hoje. Data lá pro início do ano, nem lembrava mais, mas acho que até julho eu vivia escrevendo esse tipo de coisa. Decidi postar aqui, achei legal. Espero que goste, leitor, espero que ria, sei lá, qualquer coisa que o entretenha.

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