Durante o dia, sensação de perseguição
Durante a tarde, estranhos vultos
Durante a noite, um murmúrio sombrio.
Enquanto caminha, sem rumo e sem o que fazer,
Vive vendo o que não deveria ver.
Enquanto pensa, mesmo sem ter muito que pensar,
Ouve estranhos sussurros, que chegam a atrapalhar.
Talvez seja bobeira, talvez seja ilusão,
Mas não há nada no mundo que o incomode mais
Do que a amarga solidão.
Quando jovem, jamais se incomodara
Mas agora que crescera, sentia-se vazio, e perturbado
Por não ser mais conhecido, e nem mesmo perguntado.
Esqueceram-lhe o nome, esqueceram-lhe a existência,
E por causa disso, caiu em decadência.
Mas já não havia mais o que fazer
Se estava tão só;
Poderia socializar, ou ao menos tentar,
Todavia, tinha certeza de que nunca iria prosperar.
A solidão o aguardava, e devia acomodar-se a isso
O fabuloso bruxo estava preso em seu próprio feitiço.
Escrevi isso há poucos minutos. Veio tão repentinamente que até assustei-me; gostei, nunca escrevi um poema antes. Não um que eu apreciasse, pelo menos. Espero que goste, leitor (a).
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