Quando eu era jovem, parecia que a vida era tão maravilhosa, um milagre, é, ela era tão bonita, mágica. E todos os pássaros nas árvores cantavam felizes, alegres, brincalhões, me observando. Mas então eles me mandaram embora para me ensinar a ser sensato, para me ensinar a ser lógico, responsável, prático. Mostraram-me um mundo onde eu poderia ser muito dependente, doentio, cínico. Todavia, tem vezes que, quando todo o mundo dorme, as questões seguem profundas demais. Alguém aí me diga o que aprendemos, por favor. Eu sei que soa um absurdo, mas alguém, por favor, faria a gentileza de dizer quem eu sou?
Mas devemos ter cuidado com o que dizemos, ou então eles nos chamam de radicais, de liberais, até criminosos. E você, vai assinar seu nome? Eles gostariam de sentir que você é aceitável, respeitável, e com certeza apresentável. Um verdadeiro vegetal!
E à noite, quando todo o mundo dorme, as questões ficam ainda mais profundas para um homem simples como eu. Você me dirá o que aprendemos com tudo isso? Quero dizer, isso realmente soa absurdo. Transformar-se em algo apresentável, em algo aceitável por todos, tornar-se dependente cada vez mais de um mundo que só afunda e afunda. Qual a verdadeira graça em seguir as regras e prender-se a um mundo como o de hoje? Por que a vida não pode ser sempre (ou ao menos parecer sempre) uma maravilha, um milagre, uma beleza? Onde está toda a magia? Onde se encontram agora os pássaros que cantam nas árvores?
Pergunto novamente: e você aí, irá assinar seu nome nessa lista de apresentáveis, perfeitos e... vegetais?
Supertramp - The logical song
Nenhum comentário:
Postar um comentário